Não procuro respostas grandes. Procuro notar o que já está aqui — a luz que muda na parede, o silêncio entre dois ruídos, o que sobra depois que tiramos o excesso.
Vim de um lugar onde tudo tinha nome e função clara. Mudar para outro ritmo foi como aprender uma língua nova — sem dicionário. Comecei a escrever não para guardar memórias, mas para não perder o que via quando parava.
Lineya é o meu caderno de observações. Sem lições, sem promessas. Apenas o que notei em dias comuns: como a luz entra diferente em cada estação, o que acontece quando deixo o silêncio falar, o que muda quando escolho com mais atenção.
Como mudei a forma de olhar para as paredes e o que descobri quando parei de acender todas as luzes de uma vez.
Ler observação →O que acontece quando tiro o ruído de fundo e deixo o espaço falar por alguns minutos.
Ler observação →O que aprendi quando parei de forçar os mesmos pratos o ano inteiro e deixei o calendário entrar na cozinha.
Ler observação →Parar diante de uma janela e simplesmente ver o que a luz faz com as coisas ao longo do dia. Sem fotografar. Sem explicar.
Descobrir que muitos espaços ficam mais vivos quando não tentamos iluminá-los por completo. A sombra também conta história.
Não para publicar. Apenas para não deixar passar o que senti quando o vento mudou ou quando a sopa ficou pronta exatamente no momento certo.
Escreve-me. Não espero grandes textos. Às vezes uma frase ou uma pergunta já é suficiente para continuar esta conversa silenciosa.